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Neurotransmissores, hábitos diários e Yoga: o que a ciência já sabe sobre bem-estar e equilíbrio emocional

Como pequenas escolhas ao longo do dia influenciam o cérebro, a saúde mental e a qualidade de vida


Por Redação


Em um cenário marcado por altos níveis de estresse, ansiedade e fadiga emocional, a ciência tem reforçado algo que tradições milenares já ensinavam: o bem-estar é resultado de hábitos consistentes e de uma relação equilibrada entre corpo, mente e emoções. A neurociência contemporânea aponta que esse equilíbrio passa, necessariamente, pela regulação dos neurotransmissores, substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre os neurônios e pela forma como sentimos, pensamos e reagimos ao mundo.




Um infográfico divulgado pelo Instituto Brasileiro de Neuromarketing e Neuroeconomia (IBN) sintetiza como hábitos simples, distribuídos ao longo do dia, estimulam os principais neurotransmissores associados à motivação, ao prazer, ao sono e às conexões humanas.


Dopamina: motivação, recompensa e propósito

A dopamina está relacionada à sensação de recompensa, motivação e foco. Estudos publicados no Journal of Neuroscience indicam que metas alcançáveis e pequenas conquistas ativam o sistema dopaminérgico, fortalecendo a motivação de longo prazo. Práticas como gratidão consciente e atividade física regular ajudam a regular esse neurotransmissor, evitando tanto a apatia quanto a busca compulsiva por recompensas imediatas.


Serotonina: estabilidade emocional e clareza mental

Conhecida como o neurotransmissor do equilíbrio emocional, a serotonina influencia o humor, o otimismo e a capacidade de tomada de decisão. Pesquisas da Harvard Medical School apontam que práticas contemplativas e a percepção positiva da vida cotidiana contribuem para níveis mais estáveis de serotonina, reduzindo sintomas de ansiedade e comportamentos impulsivos.


Melatonina: sono como pilar da saúde

A melatonina regula o ciclo circadiano e a qualidade do sono. Segundo a National Sleep Foundation, a exposição à luz natural pela manhã e a redução de estímulos artificiais à noite são determinantes para sua produção adequada. Um sono de qualidade impacta diretamente a memória, o sistema imunológico e o equilíbrio emocional.


Noradrenalina: foco, atenção e resposta ao estresse

A noradrenalina está ligada ao estado de alerta e à capacidade de concentração. Atividades físicas moderadas estimulam sua liberação de forma saudável, melhorando o desempenho cognitivo. De acordo com estudos publicados no Neuropsychopharmacology, o equilíbrio desse neurotransmissor reduz os efeitos nocivos do estresse crônico.


Oxitocina: vínculos, confiança e pertencimento

A oxitocina é fundamental para a construção de laços sociais e afetivos. Pesquisas da University of California demonstram que o contato humano, como abraços e interações empáticas, reduz a ativação do eixo do estresse e fortalece sentimentos de segurança emocional.


Endorfina: prazer, analgesia e bem-estar

Liberada durante atividades prazerosas e exercícios físicos, a endorfina atua como analgésico natural e elevador de humor. Estudos da Mayo Clinic associam sua liberação à redução de sintomas depressivos e ao aumento da sensação de felicidade.


Onde o Yoga entra nessa equação?

A prática do Yoga reúne, de forma integrada, elementos que a ciência moderna reconhece como reguladores do sistema nervoso e dos neurotransmissores.


Principais ferramentas do Yoga e seus efeitos comprovados:

Asanas (posturas físicas)Estimulam a liberação de endorfina e noradrenalina, melhoram a circulação e reduzem marcadores inflamatórios. Um estudo publicado no International Journal of Yoga aponta redução significativa dos níveis de cortisol após 12 semanas de prática regular.


Pranayamas (técnicas respiratórias)Atuam diretamente no nervo vago, promovendo equilíbrio entre os sistemas simpático e parassimpático. Pesquisas do Frontiers in Human Neuroscience indicam melhora nos níveis de serotonina e redução da ansiedade.


Meditação e atenção plenaAssociadas ao aumento da melatonina e da serotonina, melhoram o sono e a clareza mental. Estudos de neuroimagem mostram redução da atividade da amígdala cerebral, região ligada ao medo e ao estresse.


Filosofia do Yoga (Yamas e Niyamas)Valores como gratidão, contentamento e autoconsciência impactam diretamente os circuitos de recompensa do cérebro, favorecendo equilíbrio emocional duradouro.


Conexão corpo–mente–naturezaA prática consciente promove liberação de oxitocina e sensação de pertencimento, aspectos fundamentais para a saúde emocional em tempos de hiperconectividade digital.



Yoga, ciência e qualidade de vida

Ao unir evidências científicas e práticas milenares, o Yoga se consolida como uma ferramenta acessível e eficaz para promover saúde integral. Mais do que aliviar sintomas, ele atua na causa: a forma como o indivíduo se relaciona consigo mesmo, com o corpo e com o ritmo da vida.



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