Recolhendo as atividades mentais em tempos de Covid-19

Atualizado: Abr 23

Durante a crise é preciso manter a mente equilibrada e cultivar uma postura positiva.


Por Redação Entre Asanas @entreasanas

São poucos os estudos relacionando problemas de saúde mental a contextos de confinamento e isolamento social. Relatórios recentes apontam para alguns fatores de estresse que podem estar associados a situação de confinamento, e alertam as autoridades para os sintomas de confusão mental e sofrimento causados, principalmente, pelo receio de contágio e temor com perdas financeiras.

O advento da pandemia da Covid-19 levanta alguns questionamentos fundamentais sobre a vida em sociedade e senso de prioridade. Em momentos de pressões e incertezas as pessoas tendem a se recolher de alguma forma, e quando esse sentimento torna-se um padrão social a saúde mental é a principal arma para vencer a batalha. Cuidar da saúde mental das pessoas é um aspecto importante que não deve ser negligenciado por autoridades e corporações. Esse deve ser um assunto central nas discussões sobre como enfrentar a pandemia, e precisa ser debatido de forma ampla nestes tempos de crise. Afinal, o coletivo é formado pela soma das contribuições de cada indivíduo. E na atual situação, em que as pessoas realmente estão isoladas de seu convívio sócio econômico, o mais importante, é adotar uma disciplina psicofísica. Manter o corpo sadio e exercitar a mente com informação e conhecimento. Essas são as principais armas para combater o tédio e o medo. A redação do Entre Asanas ouviu a opinião de Sandro Neves (@sandroneves.mindfulness), psicólogo com pós-graduação em Neurociência pela UFRJ e especialista em mindfulness com mais de 30 anos de experiência. Ele falou sobre os efeitos psicológicos do confinamento, a necessidade de criar uma disciplina mental e como a sociedade deve assimilar esse momento. A seguir a entrevista, que foi feita por meios digitais:

Quais as consequências psicológicas de um período prolongado de restrições sociais para o indivíduo? Há aqueles que vão aproveitar este confinamento para aprender alguma nova habilidade ou vão resolver as pendências caseiras porém, acredito que a maioria vai sentir o peso restrições sociais. As obrigações e compromissos de um dia normal funcionam como proteção para o indivíduo em relação à sua própria mente, e a humanidade ainda não entende bem como lidar com a força da própria mente. A falta dos encontros e das distrações diárias nos limita a poucos assuntos sobre o qual pensar, ou seja, torna os temas sobre os quais pensamos ideias repetitivas. Somando-se a isso temos a ameaça de uma pandemia e de uma recessão o que nos causa preocupação, deixando a mente ainda mais agitada. Essa associação entre monoidéia e fluxo de pensamentos acelerados é bem nociva para a saúde mental e pode se desdobrar em transtornos mentais. A sociedade está preparada para lidar com tantas restrições e quais são as consequências dessas privações para o coletivo? A adaptação é uma forte característica do ser humano e conseguimos suportar situações mais adversas do que imaginamos poder, porém, ninguém deseja passar por restrições desnecessárias. A dificuldade, no entanto, é definir o que é necessário ou não nesse momento, pois não é possível separar as áreas fundamentais da vida de um ser humano e compará-las, nós dependemos de que todas elas estejam fluindo bem.

A consequência é que algumas das adaptações que estamos sendo obrigados a fazer vão se revelar modos melhores de se viver e vão passar a fazer parte da nova forma de viver.


Os canais digitais ajudam ou atrapalham nessas horas? Ajudam e muito. Na verdade, os canais são ferramentas neutras que as pessoas vão aprender a usar melhor. Vamos usar menos para diversão e mais para o trabalho, para o acesso à informação, para nos aproximar dos familiares através das vídeo chamadas, para sermos mais produtivos ao usar ainda mais recursos da tecnologia. O que fazer para relativizar as dificuldades e encontrar uma perspectiva otimista para superar a crise? É imprescindível organizar o dia, tendo horário predeterminado para todas as atividades, sem isso, a ansiedade é certa.

Respeitar os horários de trabalho e de descanso. Use alarmes. Produção, distração, oração, diversão e meditação devem fazer parte do planejamento que deve ficar em um lugar bem visível. E também lembrar que toda dificuldade diminui quando nos propomos a ajudar aos outros a passarem pela mesma dificuldade, então sugiro colocar como tarefa diária ligar para amigos e familiares, de preferência por vídeo chamadas, para saber deles como estão passando. Como manter-se são e cultivar uma atitude positiva na crise? Todo momento desagradável possui em si oportunidades de desenvolver habilidades pessoais que os momentos agradáveis não são capazes de proporcionar. Então eu diria, aproveitem os momentos difíceis antes que eles passem, porque quando eles passarem, passarão com eles as chances de se tornar uma pessoa melhor e mais forte. Então aproveitemos todos os aprendizados que nos são oferecidos por este momento. []

Confira, também, algumas dicas para acalmar a mente durante o isolamento:

1. Distinguir as emoções: É importante entender o que se sente e discriminar corretamente a emoção. Sentir-se confuso, irritado ou ansioso é normal, mas quando a repetição e sustentação desses pensamentos pode prejudicar seu dia a dia. 2. Desenvolva a auto responsabilidade: Você pode ter dúvidas com todo esse contexto e o que será do futuro, mas deve, acima de tudo, comprometa-se como indivíduo e desenvolver uma atitude responsável e positiva para enxergar com clareza e avançar sem sofrimentos desnecessários. 3. Cuide dos seus: Transmita segurança e felicidade nos seus atos e palavras. Essas ações são poderosas para ajudar aqueles que estão atravessando esse momento junto com você.






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