Transtornos psicológicos podem ser a maior despesa com saúde em 2030

Valores podem chegar a US$ 6 trilhões em 9 anos, segundo aponta uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial.


Por Ana Clara Oliveira


Há mais de um ano o mundo inteiro tem sido orientado de que o isolamento social é a principal maneira de evitar a proliferação do vírus causador da Covid-19. Que o atual momento está muito difícil para todo o mundo não é mais novidade para ninguém. O que pode ser novidade é o índice de pessoas que apresentam problemas emocionais no Brasil, que atingiu a marca de nove a cada dez brasileiros com sintomas de ansiedade.


Os números também não são baixos quando levado em consideração os efeitos a longo prazo. Um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) chama a atenção para transtornos da mente que podem afetar uma em cada quatro pessoas ao longo da vida.


Além disso, um levantamento do Fórum Econômico Mundial indicou que os gastos em todo o mundo com transtornos emocionais e psicológicos podem chegar a US$ 6 trilhões até 2030. Este valor, inclusive, pode passar dos valores com doenças comumente diagnosticadas, como diabetes e câncer. Entre os problemas mais frequentes estão ansiedade, depressão e síndrome do pânico.



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As principais causas de longos afastamentos no trabalho no Brasil originam de transtornos emocionais. Nos Estados Unidos, por exemplo, os funcionários que são diagnosticados com depressão faltam quase nove dias ao serviço, que é considerado o dobro da média para os trabalhadores considerados saudáveis, de acordo com uma pesquisa do instituto Gallup.


Os transtornos não aparecem da noite para o dia e é necessário prestar atenção aos sintomas — seja em si mesmo ou em algum familiar/amigo. As mudanças de comportamento estão entre os primeiros indícios de que a pessoa está precisando de ajuda e alguns comportamentos que podem ser observados são: uso acima do comum de álcool; sono e fome ou falta dela; irritação e questionamentos sobre a própria vida.


Porém, buscar ajuda em alguns casos não é sempre tão fácil, por isso, apoiar e conversar com pessoas próximas podem auxiliar com as dificuldades. Mas uma das principais atitudes é evitar julgamentos. Existem ferramentas online que norteiam as pessoas a procurar ajuda. A exemplo disto tem o Busca Saúde (buscasaude.prefeitura.sp.gov.br), que é um sistema de localização de estabelecimento ou serviço de saúde da rede pública do SUS em São Paulo que ajuda a encontrar informações pela internet.



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