Sonhar não custa nada (1)

Mas sem planejamento o sonho pode virar pesadelo.


Por Carlos Peixoto @capeixotob





Pesquisa recente do IBGE (2) revelou que boa parte das novas empresas mal sobrevivem ao primeiro ano de vida e quando muito, cambaleantes, vivem por mais uns anos e perecem, muitas vezes tragando consigo ao abismo o sonho e o meio de vida de muitas pessoas. Apesar da tão propalada veia empreendedora dos Brasileiros.


É certo que as desigualdades sociais que se refletem na má distribuição das oportunidades para se obter com qualidade educação, saúde, seguridade social, etc., em muito influem na capacidade de nosso povo para empreender. Porém este pequeno artigo não tem a intenção de cobrir aspectos assim tão complexos relacionados com a longevidade dos empreendimentos. Dedicaremos este espaço à discussão de questão mais prática que influi no antes, durante e logo após tomada a decisão de iniciar um novo negócio. Sem querer, obviamente, simplificar assunto de tamanha complexidade que inclusive tem sido objeto de estudos aprofundados na academia (3), os quais recomendamos aos que desejem entender melhor sobre as causas e efeitos de tema tão relevante para um país como o nosso.


Certamente que a sucessão de crises (4) em nosso país, umas provocadas por incontroláveis e imprevisíveis fatores externos, outras engendradas internamente e em muito relacionadas com nossa dificuldade histórica de concordar democraticamente sobre os caminhos a seguir, submetem principalmente o pequeno e médio empreendedor a repetidos altos e baixos que lhe drenam a criatividade e energia, além do “fôlego financeiro” para sobreviver. Fora a pesada carga burocrática (5) que lhe exige enorme esforço e custo somente para cumprir com as exigências administrativas para pagar seus impostos, adequar-se às exigências tributárias e trabalhistas, requerimentos regulatórios nas três esferas da administração pública, às vezes desencontrados ou conflitantes, para mencionar pouca coisa e não tornar enfadonha a nossa abordagem. Tudo para demonstrar aqui que empreender em nosso meio não é tarefa trivial, quando se quer viver mais que um sonho e fazê-lo de forma profissional com vistas ao grande objetivo de um negócio que é sua própria perenidade como forma de cumprir com um propósito relevante.


"Planejar, planejar, planejar...

Se eu tivesse que escolher apenas uma entre as tantas e tamanhas dificuldades que um empreendedor deve enfrentar para ter êxito em seus negócios, uma palavra seria imediatamente por mim lembrada: PLANEJAMENTO. A falta de ou o planejamento malfeito tem sido mencionado como a mais incidente entre as causas, tanto das falhas em gerenciamento de projetos, como da mortandade das empresas em nosso país (6).


Planejar é a tarefa menos sexy de um empreendimento, pois o que todos querem é partir logo para a ação, para os resultados, como os que iniciam uma corrida sem ter claramente definido o destino, para depois ter que voltar e recomeçar, quando muitas vezes já não há tempo nem recursos disponíveis. Planejar é, porém, das tarefas mais importantes na gestão de um negócio, sem o que todo esforço pode ser desperdiçado, levando a resultados tristes e inesperados. Como no famoso diálogo entre Alice e o Gato de Ceshire no célebre romance de Lewis Carrol (na verdade Charles Dodgson), escritor e matemático britânico, professor de Oxford que viveu entre 1832 e 1898 (7).


E não é só saber para onde ir, é mister ter um plano para chegar ao destino escolhendo o trajeto menos tortuoso e de melhor custo-benefício. É no planejamento que os objetivos são delineados, os tempos estimados, os riscos são tratados e os recursos alocados de maneira inteligente, minimizando as surpresas do caminho. Não se trata de garantir resultados, pois nos negócios, como de resto na vida, tudo o que se dará no futuro tem intrinsecamente um grau de incerteza. No entanto um adequado planejamento nos assegurará o máximo de previsibilidade possível, pois a realização dos sonhos, sem planejamento, pode custar muito caro, apesar do desejo do sambista e de muitos empreendedores, como demonstram as estatísticas.



[]



Carlos Peixoto é Contador, Consultor em gestão empresarial, além de Especialista em finanças e gerenciamento de projetos.



(1) Samba enredo, Carnaval Rio’92 https://www.letras.mus.br/mocidade-independente-de-padre-miguel/47467/

(2) https://www.sunoresearch.com.br/noticias/ibge-empresas-quebram-apos-um-ano/

(3) http://www.faperj.br/?id=921.2.6

(4) https://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/09/crise-afetou-em-cheio-vida-util-de-empresas-mostra-ibge.html

(5) https://ibpt.com.br/noticia/2627/Empresas-gastam-1-958-horas-e-R-60-bilhoes-por-ano-para-vencer-burocracia-tributaria-apontam-pesquisas

(6) https://cra-rj.adm.br/falta-de-planejamento-e-uma-das-principais-causas-da-falencia-de-empresas/

(7) https://pt.wikipedia.org/wiki/Lewis_Carroll



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